Haveria eu de ser a última pessoa que mereceria um único grama de consideração? Pois foi desta forma que ela tentou agir. Se conseguiu ou não, isso se constitui numa análise que definitivamente eu não gostaria de ter de fazer. Mas, venhamos e convenhamos, encontro-me em situação que não posso definir ao certo o que penso e o que faço, ajo apenas funcionalmente, me guio pelo sentido de ser, no vácuo dessa existência tão útil quanto inútil.
Gritou-me, mais de uma vez. Talvez mais de cem vezes. Queria ser paciente, mas parece que não sou. Se fosse teria tirado por menos, me embriagado no sono de cada dia e quebrado a cara de alguém em sonho.
O teor é o de menos, o que importa são as atitudes; espero conseguir iludir-me mais e mais, no tempo só me resta o sangue que sai com aumento gradativo de meus punhos, que pelas diversas facas em que se amolou sangra menos por obrigação que por ferimento.
Quanto ao silêncio, este é meu consolo. Chorar e me sinto feliz, só em pensamento. As frias carnes de minha face já não mais suportam o movimento.
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