3.27.2007

Adágio

Será que poderíamos resolver o problema da existência, em especial as mazelas da vida de um indivíduo em particular (eu, talvez), com um tango porteño do célebre Piazzolla? Talvez não, porém nos encontramos quase perto. O eu em questão sofre com o drama, e se sente feliz com a dor, por se tornar humano e sentir-se ao máximo. A dúvida cartesiana possibilitou a construção da existência; no nosso caso, muito além de "purificar a alma", a dor ressuscita a alma e aponta para sua melhora. Ferida dura esta vida, cicatrize-se.

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